Artrite é uma inflamação das articulações, enquanto artrose é um processo degenerativo, de curso prolongado, determinando por vários fatores, sendo o principal a idade, através do qual a cartilagem vai se desgastando.
A artrite é um termo geral usado para descrever inflamação das articulações, sendo muito comum em doenças reumáticas. Essas doenças afetam não apenas as cartilagens, como também os músculos, tendões, ligamentos, a pele, e algumas vezes, certos órgãos internos. Alguns sinais inflamatórios associados com a artrite podem ser sentidos, como inchaço das articulações, vermelhidão local, dor e calor. Pode aparecer em qualquer idade, dependendo da forma de aparecimento da doença reumática que a causa, e tem repercussões mais sérias.
A artrose é um processo degenerativo normal, muito associado com o envelhecimento. Essa condição ocorre quando as cartilagens estão ásperas, irregulares e desgastadas. A artrose pode causar dor, perda de mobilidade e perda de força muscular.
Uma forma de se evitar, ou retardar o processo degenerativo e o desenvolvimento da artrose, é a prática regular de atividade física, pois através dela você mantém a cartilagem sempre bem nutrida e hidratada, evitando que ela resseque e fique vulnerável ao desgaste. Procure sempre um profissional antes de iniciar qualquer programa de exercícios, para uma avaliação adequada e prescrição do tipo correto de exercícios para o seu caso.
Existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento de artrose, bem como de tipos de artrite. São eles:
- Idade: a artrose, assim como muitos tipos de artrite, são mais comuns em indivíduos mais velhos.
- Gênero: mulheres tendem a ser a população mais afetada tanto pela artrite, quanto pela artrose.
- Peso: qualquer índice de sobrepeso já impõe uma maior pressão sobre as articulações, o que aumenta o risco de danificá-las. Alguns tipos de artrite também estão relacionados com o sobrepeso, ou a obesidade.
- Lesões: acidente e infecções prévias podem danificar a cartilagem, aumentando o risco de desenvolvimento de artrose, bem como de outros tipos de artrite.
- Deformidades articulares: cartilagens ou articulações mal formadas aumentam o risco de artrose.
- Ocupação: atividades que demandam maior peso sobre as articulações, como as que exigem que o indivíduo fique muito tempo de pé, podem acelerar o processo degenerativo da cartilagem e propiciar o aparecimento de artrose.
- Genética: história familiar positiva para alguns tipos de artrite, como a artrite reumatóide, indica uma maior chance de desenvolvimento da doença ao longo da vida.
Em resumo, a artrite é uma condição patológica, que precisa ser diagnosticada por médico especializado e tratada adequadamente, e deve-se sempre procurar pela causa dos sintomas, para tratar também a doença que causa a inflamação, caso ela exista.
Uma vez diagnosticadas, os tratamentos, a princípio, são bem semelhantes. Na grande maioria dos casos, tratamentos não invasivos são indicados, sendo as cirurgias reservadas apenas para casos severos. Converse sempre com seu médico para que vocês decidam qual é o melhor tratamento para você. Dentre os tratamentos disponíveis para artrite e artrose, destacam-se:
Medicamentos: o uso de medicações pode ser direcionado aos sintomas da inflamação e à redução da dor, com anti-inflamatório simples, ou medicações voltadas para o tratamento de tipos específicos de artrites, como imunossupressores no caso da artrite reumatóide.
Fisioterapia: um fisioterapeuta irá avaliar e indicar o tipo correto de treinamento e de exercícios para o seu caso, ajudando na estabilização da articulação, por meio do fortalecimento muscular, melhorando a amplitude de movimento da articulação, promovendo um aumento da função e redução da dor.
Terapia ocupacional: um terapeuta ocupacional ajuda nas adaptações do ambiente, seja em casa ou no trabalho, necessárias para a sua condição, bem como a indicação da necessidade de dispositivos auxiliares.
Órteses: estas incluem talas de posicionamento, tensores, estabilizadores, ou outros dispositivos que auxiliam no correto posicionamento da articulação, na redução da pressão e, consequentemente, da dor.
Cirurgia: pode ser feita com o objetivo de substituir a cartilagem danificada por uma prótese, ou de removê-la e realizar a fusão dos ossos. Em ambos os casos, um programa de fisioterapia é necessário após a cirurgia, pois a mobilidade fica reduzida e os riscos de perda de função das articulações são grandes.
As conseqüências de ambas as condições podem ser graves, já que podem afetar grandes articulações, interferindo em funções importantes, como andar, comer, e trabalhar. Não deixe para a última hora, pois pode ser tarde demais.